Essa postagem é dedicada as mulheres que acompanham o blog, em forma de reconhecimento por todos os sacrifícios que elas passam em busca da beleza.
Quem me mandou foi a Hellen, que sempre anda por essas bandas, e aproveito para mandar um abraço a todas aquelas que acompanham o Gases: a própria Hellen, a Edi, a Fernanda, a Flávia, a Josi, a Ka, a mãe (não posso esquecer né), a Gabriela e se esqueci de dedicar a mais outra pode esculhambar depois.
Beijo garotas.

(Que cinturinha ein garotas!)

“Tenta sim. Vai ficar lindo.”

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render a depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas nao esperava que por tras disso, e bota por tras nisso, havia toda uma indústria porno-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penelope.
- Vai depilar o que?
- Virilha.
- Normal ou cavada?

Parei ae. Eu la sabia o que seria uma virilha cavada. Mas ja que era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.
- Amanhã, as… Deixa eu ver…13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia la o que me sperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E la fui. Assim que cheguei, Penelope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse ate o local onde o ritual seria realizado. Saimos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por tras delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Caligula com O Albergue. Ja senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei la estirada de calcinha na maca. Mas a Penelope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma maquina de cortar cabelo, uma pinca. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?
- …Ã… Ã, isso.

Penelope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu orgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pelos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espatula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Nao querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, não?

Ela riu. Que situação. E então, ta passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.

( Tentei achar uma foto de cera, não achei, então coloquei essa que é de mel mesmo. Mas tá valendo)

Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Nao tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando ate o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, ja cogitando a possibilidade de ligar para o SAMU. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.

Penelope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penelope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos labios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, para tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca ae. Faz isso valer a pena, por favor.
Nao bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penelope e da uma conferida na Abigail.
- Olha, ta ficando linda essa depilação.
- Menina, mas ta cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balancado com a respiracao das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei a terra quando entre uns bla,bla,blas ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, ta?
- Pode pinçar, ta tudo dormente mesmo, to sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele ja dolorida. E quis mata-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior nao podia ficar. Obedeci a Penelope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada ve. Quantos haviam visto, a luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando a noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim… sonhei de novo com o cú de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Nao sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cús por dia. Alias, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E ae me veio o pensamento: perae, mas tem cabelo la?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penelope, empresta um chumaco de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penelope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Maquina de que?!
- Pra deixar ela com o pelo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dai?
- Dai nada.
- Ta, passa essa merda…
- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituido por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cú. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

( Traz a roçadeira!!! )

- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai la, deixa a bicha grisalha.
- Ta linda! Pode namorar muito agora.

Namorar…namorar… eu estava com sede de vinganca. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.

Queria matar minhas amigas.

Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso.

Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilacao cavada.

Queria comprar o dominio http://www.preserveasbucetaspeludas.com.br !

E ainda recebemos o título de "sexo frágil". Humpf! Com certeza de um espécime do sexo oposto


;D

Concerteza muito macho não vai aceitar,
mas leu este post só pra ficar imaginando as posições da mulher.
E pior, 90% deles clicou no link,
só pra ver se o domínio foi mesmo comprado!


Um abraço,
Hideraldo Jr.

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6 flatulências alheias

Anônimo disse... @ 27 de agosto de 2008 às 21:53

já havia lido esse email, e de fato mui engraçado!
só gostaria de agradecer por ter sido lembrada ali em cima.. não há um post desse blog que eu não tenha lido, mas ainda sou insignificante demais pra ser citada.. ok ok, quem sabe o dia que virar tua amiga né!
beijo ju

Hideraldo Jr. disse... @ 27 de agosto de 2008 às 23:39

o gábi meu amor
:/
desculpa pow...
já editei o coloquei teu nome
pra memonstrar que foi apenas um mal entendido
:]

essa eu errei feio
concordo com a tua reclamação
:**

Anônimo disse... @ 28 de agosto de 2008 às 13:52

hã!
acho bem bom mesmo!!
fuashekfasuehfaesh
beijoo gatón

Hideraldo Jr. disse... @ 28 de agosto de 2008 às 14:38

:*

Edii Ribas disse... @ 28 de agosto de 2008 às 20:16

\0 edi diz...
elaia...hellem...eu t pego sua lok
hahahaha
é muito sofrido sim
kuaze q uma tortura..
mas vale a pena hehehe

Hideraldo Jr. disse... @ 28 de agosto de 2008 às 23:33

tb axo q vale a pena
;P

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